Fabricação, destino, descarte e reciclagem #2 – PET

A popularização dos produtos embalados em PET, principalmente bebidas, aconteceu a partir dos anos 70 e as primeiras ações de reciclagem aconteceram no EUA e Canadá na década seguinte. O material PET é uma resina complexa tendo em vista que cada plástico possui suas particularidades, porém ao se processar esse polímero, os equipamentos periféricos devem ser específicos, de alta performance e boa qualidade, pois serão muito exigidos com relação à transformação da resina.

Fabricação

O Poli Etileno Tereftalato, conhecido pela sigla PET, é classificado quimicamente como um polímero poliéster termoplástico.
O PET é produzido industrialmente por esterificação direta de um ácido específico, o PTA com um produto líquido incolor, o Monoetilenoglicol (MEG). Ou seja, esses dois elementos (PTA e MEG) são misturados, formando uma pasta que, durante o processo de fabricação, reagirão entre si, passando por cristalização e formando o PET como conhecemos: grãos brancos e opacos.
A partir dos processos é possível moldar o material de acordo com o desejado.

embalagem e garrafas pet para sucos

Perfis de garrafas pet, prontos para extrusão.

Destino

  • Garrafas;
  • Estojos;
  • Embalagens de Bolo;
  • Chapas;
  • Folhas e películas;
  • Peças de computador;
  • Tubos para hemodiálise e seringas;
  • Telas para máquinas;

Descarte

Com a reciclagem, o Brasil deixou de enviar para os aterros 274 mil toneladas de embalagens PET em 2015, e esse índice tem melhorado ainda mais com a conscientização da população.
O descarte incorreto do plástico pode causar muitos prejuízos a natureza, podem não ser localizados pelos profissionais que separam o lixo ou até permanecer em lugares inapropriados como esgotos, canais fluviais e oceanos.
Quando chega nos oceanos, o plástico PET demora mais de 400 anos para se decompor. Durante esse processo, o material transforma em microplásticos, onde os animais marinhos podem confundir com pequenos pedaços de alimento. Consequentemente pode ser responsável pela morte de diversos animais e pela redução da biodiversidade nos oceanos.

Aumento da quantidade de lixo nos aterros

Quando é descartado no lixo comum, o plástico PET acaba sendo levado para aterros sanitários, onde permanecerá até se decompor completamente. Entretanto, o tempo de decomposição deste material é muito longo que outros plásticos e quanto mais plásticos PET são descartados no lixo comum, maior é a quantidade de lixo acumulado nos aterros sanitários.

Aumento da poluição das ruas

Algumas pessoas simplesmente descartam o lixo diretamente nas ruas. Quando isso acontece, o material contribui diretamente para o aumento das enchentes urbanas e a formação de lixões em terrenos baldios. Como resultado, há transtornos à população, que sofre com a proliferação de ratos, baratas e diversos outros animais que transmitem doenças.

Reciclagem

Passo a passo de como funciona o processo de reciclagem do plástico PET:

  1. Fardos são desfeitos;
  2. As embalagens são lavadas em uma peneira rotativa para retirar objetos diferentes do PET, como pedras e tampas de Polipropileno;
  3. É feito o monitoramento de presença de outros materiais (outros plásticos e metais);
  4. Material é moído e a água suja do processo é separada;
  5. Material passa por tanques para separar rótulos, tampas e adicionar produtos químicos para beneficiar processo;
  6. Material é levado para outro moinho para ser triturado e virar o flake (floco da garrafa PET);
  7. Material é lavado e secado;
  8. Material é ensacado para envio à indústria da transformação;
reciclagem embalagem pet para alimentos

Plástico PET processado e triturado durante o processo de reciclagem.

Transformação (novos produtos)

O flake pode ser matéria-prima ou fazer parte da composição de matéria-prima para produtos como: Roupas e mantas geotêxteis, carpetes para carro, cordas, vassouras, placas de sinalização, caixas (ovos, sapatos, brinquedos), resinas insaturadas (presentes em para-choque de carros, cabine de caminhões), resinas alquídicas (usadas em tintas e vernizes), garrafas (inclusive para produtos alimentícios).

Fontes: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-embalagem-pet-e-a-logistica-reversa/
http://injecaodeplasticos.com.br/blog/plastico-pet/
https://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/5-problemas-causados-pelas-garrafas-pet-que-evidenciam-importancia-da-reciclagem/
http://separenaopare.com.br/por-que-reciclar/a-garrafa-pet/